Grupo de Pesquisa

Grupo de Pesquisa

 
Primeiro grupo de pesquisa (CNPq) formado somente por indígenas mulheres.

 

CNPQ: WAYRAKUNA | E-mail Grupo de Pesquisa/UFOP:gp.wayrakuna@ufop.edu.br

OBJETIVO:

Produzir conhecimento através de pesquisas, articuladas a ações de ensino e extensão, a partir do protagonismo de indígenas mulheres em diferentes áreas disciplinares na perspectiva da confluência entre diferentes epistemologias em defesa da ancestralidade e luta pelo Bem Viver.

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Nosso grupo está sediado na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), em Minas Gerais, e na Faculdade Unida (Vitória – ES), onde nossas coordenadoras atuam.

Coordenadora: Raquel Mota Mascarenhas (Keko Pataxó)

Assistente Social. Artesã. Doutora em Serviço Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Mestre em Política Social e Graduada em Serviço Social pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Professora do curso de Serviço Social, membra do PARENTES-Coletivo de Indígenas, membra do NEABI-Núcleo de Estudos Afrobrasileiros e Indígenas na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Membra da ABRASSPI-Articulação Brasileira Serviço Social e Povos Indígenas e da ABEPSS-Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social, compondo o GTP-Grupos Temáticos de Pesquisa Feminismos, Relações Étnico-Raciais, de Gênero, Sexualidades e Classe Social, na coordenação colegiada da ênfase Questão Indígena e Serviço Social. Membra da Wayrakuna-Movimento Plurinacional de Indígenas Mulheres e Líder da Wayrakuna-Grupo de Pesquisa de Indígenas Mulheres (cadastrado no Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPQ/MCTI). Tem experiência na área de Serviço Social e, atualmente, tem se dedicado aos temas: questão étnico-racial indígena, questão ambiental, crise de sustentabilidade global, antropoceno, bem viver e retomada indígena.

Vice-coordenadora: Arlete Schubert -Tupinambá

Nascida onde o sal beija a terra e o vento fala em língua antiga - nas marés da microrregião do Salgado, no Pará, chão sagrado do povo Tupinambá. É filha das águas que sabem guardar segredos e das vozes que se erguem mesmo quando o tempo tenta silenciá-las. Mulher de muitas travessias, é ativista, pesquisadora, historiadora com mestrado e doutora em Educação pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Investiga as movimentações indígenas, a etnogênese, a retomada cultural que brota no asfalto das cidades como erva teimosa — lembrando que o espírito indígena não se perde, apenas se reinventa. Professora da Faculdade Unida de Vitória (ES), atua no Programa de Pós-Graduação em Ciências das Religiões (PPGCR), Arlete semeia pontes entre o sagrado e o cotidiano, entre o que se aprende com livros e o que se aprende com a Wayra. É conselheira do Movimento Plurinacional Wayrakuna e vice-líder do Grupo de Pesquisa Wayrakuna de Indígenas Mulheres Pesquisadoras (UFOP/UNIDA/CNPq). Junto com as Wayrakuna, poliniza a vida e espalha o bem viver, como quem sopra pólen de futuro sobre a terra cansada. Caminha entre o corpoterritório e o pensamento, entre o corpo que também é memória e a palavra que ensina. Sua pesquisa floresce das lutas territoriais dos povos indígenas — sementes de resistência, escola viva de um saber que não se curva. Entre 2000 e 2007, tecendo redes de força e esperança, participou integralmente da organização da retomada da TI Tupinikim e Guarani no ES. Autora de “Lutas Territoriais Tupinikim:” (2018) e coorganizadora de “Wayrakuna: Polinizando a vida e semeando o bem viver” (Coleção Retomadas, 2023) e do livro sobre Retomadas indígenas em contexto urbano (2025), que articulou com o corpo inteiro porque escrever é também rezar, recordar e resistir. Carrega ainda especializações em História e Cultura dos Povos Indígenas e em Educação para as Relações Étnico-Raciais — mas sua maior titulação vem da ancestralidade que a habita. Em cada gesto, reafirma que as lutas e as retomadas são processos educativos, e um ato de retorno, um convite a lembrar quem somos. E, em seu caminhar, ecoa o chamado dos que nunca deixaram de existir: as vozes da floresta, as águas do Salgado, e o coração indomável do povo Tupinambá.

No ano de 2025, em parceria com a Universidade do Colorado (EUA), nós fundamos o:

Uma profecia antiga vem sendo contada sobre o encontro da águia e do grande condor , que representa a união dos povos do norte e sul de Abya Yala (continente americano). Essa promessa ancestral sempre é cumprida quando povos indígenas ultrapassam barreiras geograficamente impostas, para coletivamente construir o bem viver . Sendo assim o CWIAS (Collective Wayrakuna of Indigenous and Ancestral Sciences) é a materialização desta profecia no espaço-tempo atuais. O CWIAS sediado na Universidade do Colorado, foi fundado por meio da parceria entre pesquisadoras da Universidade do Colorado e do Movimento Plurinacional Wayrakuna e tem o grande propósito de fomentar, internacionalizar e realizar trocas científicas, políticas, culturais e espirituais entre indígenas mulheres pesquisadoras e guardiãs de saberes de toda Abya Yala. As “Cuias” para os povos indígenas brasileiros é um recipiente de barro utilizado tanto para alimentação quanto para atividades espirituais e ritualisticas, representando o feminino e o receptáculo que guarda toda memória e alimentos necessários para nutrir o corpo-espírito-território. Sendo assim, o grupo CWIAS tem a missão de ser este espaço guardião de memórias, encontros e trocas de saberes entre indígenas mulheres polinizadoras da vida e semeadoras do Bem-Viver.

Coordenadora – Bárbara Flores Borum-Kren e Colaboradora – Colleen Scanlan Lyons, diretora do Centro para a Governança de Recursos Naturais (CU – Boulder).

Bridging cultures and knowledge: Indigenous women scholars shaping the future

This summer, visiting scholar Bárbara Nascimento Flores hosted two Indigenous scholars at the Institute of Behavioral Science (IBS). During their visit, they partnered with the Center for the Governance of Natural Resources at IBS to found the Center Wayrakuna of Indigenous Ancestral Sciences (CWIAS). The CWIAS will foster scientific, political, cultural, and spiritual exchange among Indigenous women across the Americas, bridging academic methods and ancestral epistemologies.

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