Redes MPW

Redes MPW

O Movimento Wayrakuna se organiza em Redes que atuam em diferentes frentes, articulando ações, eventos, diálogos e projetos. Cada rede é autônoma em suas iniciativas e possui uma coordenadora responsável por conduzir, articular as membras e socializar as informações do MPW internamente.

As redes são:

➳ Rede Jurídica (JusWayrakuna)

Coordenadora: Inory Kanamari

Primeira advogada indígena do povo Kanamari. Palestrante de referência nacional e internacional, já realizou mais de 50 palestras no Brasil e no exterior. Atualmente, atua como Membro Consultora da Comissão de Direito à Cidadania da OAB-RJ (2025-2027). Foi presidente da Comissão de Amparo e Defesa dos Direitos dos Povos Indígenas da OAB/AM (2022-2024) e vice-presidente da Comissão Especial de Amparo e Defesa dos Povos Indígenas no Conselho Federal da OAB (2023-2024). Atuou como consultora no histórico projeto de tradução da Constituição Federal para a língua indígena Nheengatu, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Professora convidada da Escola de Verão da Faculdade de Direito Lincoln Alexander, da Universidade Metropolitana de Toronto – Canadá, em parceria com a Participedia, em 2025. Inory Kanamari também atuou como Conselheira Editorial e Articulista da Revista Cenarium de 2023 - 2025. Desse maio de 2025 tem uma no Coluna no Portal paraense @inf.revolucao.

➳ Rede de Pesquisadoras

Coordenadora: Bárbara Flores Borum-Kren

Mãe da Rhara, Cainã e Kauai. Pertencente ao povo Borum-Kren (Vale do Uaimií- Cordilheira do Espinhaço/MG). É membra fundadora do Movimento Plurinacional Wayrakuna. Possui Doutorado em Ciências Ambientais - UESC/BA. Pesquisadora visitante do Institute of Behavioral Science (IBS)/ University of Colorado - EUA. Co-fundadora das redes de pesquisadoras indígenas - GP/Wayrakuna (UFOP) e CWIAS (Center Wayrakuna of Indigenous Ancestral Science - IBS/ University of Colorado) - Pesquisadora de Pós-Doutorado e Integrante da Rede de Pesquisadores Indígenas e Ecólogos do Instituto Serrapilheira de Ecologia. Bolsista EOF ACADEMY/ Itália.

➳ Rede de Comunicação

Coordenadora: Dani Mara

Artista indígena de origem Borun e Pataxó atua no teatro, na dança, na performance, na educação, na consultoria indígena e também na literatura. Mestre em Processos e Poéticas da Cena Contemporânea pela UFOP/BR, com mobilidade acadêmica no Mestrado em Teatro na UÉ/PT. Nasceu no interior de Minas Gerais, na cidade de Caratinga em 1993, onde começou a ser arteira aprendendo o ofício do artesanato na infância e do teatro em sua adolescência. Co-autora da dramaturgia “siaburu” publicada na coletânea “Caixa de Dramaturgias Indígenas” (2023) em parceria com a outra margem e a n-1 edições; e autora do livro de poesias “Amores de Bolso” (2025) e "Só faz sentido o rio..." (2022) pela editora urutau (2022). Ao longo da sua carreira artística participou de festivais nacionais e internacionais, com circulação na França, Alemanha, Chile, Colômbia e Portugal.  É coordenadora de comunicação e membra do Movimento Plurinacional de Indígenas Mulheres - Wayrakuna; e pesquisadora do coletivo anticorpos - investigação em dança e investiga a criação cênica entre a dança butô e arte contemporânea.

➳ Rede Wayra Jovem

Coordenadora: Ananda Leguia

Pertence aos povos Quechua Chanka e Borum-Kren, é estudante do ensino médio, roteirista, poeta, rapper e representante da juventude de seu povo, atuando no movimento estudantil e indígena. Coordena a Rede Wayrakuna Jovem.

➳ Rede de Roçados Tradicionais

Coordenadora: Elizabeth Ferreira

Jovem Wayrakuna nascida em Sergipe, cresceu no interior no povoado Água Fria - Salgado, indígena de ancestralidade Kariri Xocó, Xokó e Caeté. Vive no Sul da Bahia, onde pesquisa e trabalha com agriculturas tradicionais e ações comunitárias. Coordenadora da Rede Wayrakuna de Roçados Tradicionais; Integrante do Comitê Sul da Bahia da RBMA (Reserva da Biosfera da Mata Atlântica); Vice Coordenadora da Rede de Jovens da RBMA - UNESCO; membra da Rede de Jovens IberoMab - UNESCO; Conselheira Consultiva do Observatório Social do PCTsul (Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia); Coordenadora do Núcleo Sul da Bahia da RENFA (Rede Nacional de Feministas Antiproibicionistas); Atuante no GT Jurídico e Mobilização do MSBV (Movimento Sul da Bahia Viva); membra do NEGRAS (Núcleo de Estudos em Gênero, Raça e Agroecologias), do NEABI (Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas) e da GENI (Núcleo de Estudos em Gênero e Sexualidade); Diplomada em Democracia, Participação Politica e Cidadania na América Latina (CLACSO); Graduanda em Agroecologia no IFbaiano campus Uruçuca; Algumas de suas formações são em Educação Afrocêntrica, Metodologias Participativas, Meliponicultura, Agrofloresta, Herbalismo; Em 2021, fundou a Raízes - Assistência Técnica Popular, que atua principalmente com consultorias agrícolas e em projetos e pesquisas socioambientais.

➳ Rede de Cura

Coordenadora: Nádia Akawã Tupinambá

Filha, mãe avó, liderança indígena, moro na aldeia Tukum, Território Indígena Tupinambá de Olivença, graduada pela Universidade Estadual da Bahia- UNEB - Arte Educadora Indígena e popular, artesã, formadora de educadores indígena da Bahia do programa Saberes Indígenas nas escolas e na formação continuada. Membro  do Conselho da Universidade dos Povos, Membro do Fórum Estadual de Educação escolar Indígena. escritora ,  diretora áudio visual, produtora cultural, palestrante, Conferencista, Cerimonialista nas representações dos assuntos indígenas. mestra da Tradição Oral e membro da comissão de Mestre e mestra Griô da tradição oral. reconhecida como mestra de saberes através do prêmio de preservação dos bens culturais populares e identitárias da Bahia Emilia Biancardi 2020. Mulher medicina, conselheira espiritual  e conselheira do Movimento plurinacional Wayrakuna uma rede artístico filosófica de indígena mulheres da América Latina e global ,Conselheira Fiscal do Instituto wayrakunas. Orientadoras das plantas a serem utilizadas antes durante e após o parto, manipuladoras das ervas medicinais de cura no feitio das pomadas, tinturas, águas de cheiro e óleos essenciais, sabonetes. Condutora das cerimônias com medicinas da floresta Ayawaska, cerimônia do Tabaco Rezado e Cantado com Memórias das Avós , da Cerimônia do sopro sagrado ( rapé Tupinambá), cerimônia do templo sagrado (útero) das mulheres para a cura ancestral com a ginecologia natural curativa e preventiva à mulheres de todas as idades. Parteira e condutora da roda de mulheres para o cuidado dos florai da lua e do sagrado feminino. Cuidadora e guardiã das sementes nativas e dos saberes ancestrais e imateriais, massoterapeuta e terapeuta holística, Fundadora da articulação da teia dos povos do sul da Bahia.

Coordenadora: Rose Ponce Pará Mirim Poty

Rose Ponce, indígena Guarani, nascida no Pantanal sul-mato-grossense sob a regência solar do signo de Peixes, traz consigo o nome ancestral Pará Mirim Poty. É escritora, autora do livro “Tekoha Porã – Bem-vindo ao Meu Lugar Sagrado”, e atua como terapeuta integrativa, benzedeira, curandeira e rezadeira, trilhando caminhos que a conectam aos saberes ancestrais e à força da Mãe Terra. Participou de diversos documentários que retratam a espiritualidade e o poder das tradições populares, entre eles: Toda Reza, Axé que Seja Benzedeira, Ervas, Rezas e Máscaras e Jornada da Heroína. Formada em Teologia da Umbanda e Sacerdócio da Umbanda, Rose se reconhece como Guardiã das Águas, Defensora dos Direitos Humanos e Defensora dos Direitos da Terra enquanto organismo vivo. Guarda e integra diferentes movimentos e projetos de cura e sabedoria ancestral: Movimento Bentos do Brasil; Canal “Doses Diárias de Amor” (WhatsApp); Benção das Águas; Despertar das Almas Benzedeiras; O Caminho de Sophia; Reconsagração do Útero. É conselheira e participante do Coletivo Plurinacional de Mulheres Indígenas Wayrakuna – Movimento Wayrakunas Brasil, integrante do Coletivo Mulherio das Letras – Mulheres Indígenas Escritoras e fundadora do Coletivo de Cultura Canto de Cabocla. “Mestre de nada, devota de coisa alguma.”

➳ Rede de Artes

Coordenadora: Siba Puri

Cantora, percussionista, arte-educadora e produtora cultural/musical. Seu trabalho une ancestralidade indígena, cultura popular pernambucana, reggae e rap. Já se apresentou em festivais no Brasil e no exterior, foi premiada pela cooperativa suíça Artlink, embaixadora do movimento mundial “Make Music Indígena”, pré-finalista do Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira 2025 e teve trabalhos exibidos no Museu das Culturas Indígenas (SP), na WOMEX (Portugal) e no 5° Congresso Nacional da CSI (Austrália).

Vice-coordenadora: Aline Mararú Mura

Artista visual, poeta e pesquisadora. É natural de Porto Velho/RO e pertencente ao povo Mura. Mestranda em Artes Visuais na Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), investiga processos de criação e percepção nas artes visuais que confluem afeto, poesia e cosmopercepções descoloniais. Em sua prática artística, utiliza estratégias de linguagens como escrita ensaística, pintura, vídeo e colagem para entrelaçar paisagem, corpo, memória e pertencimento.

➳ Rede de Literatura

Coordenadora: Lúcia Tucuju

Escritora, roteirista, Especialista em Literatura Infantil e Juvenil, Atriz, Narradora de histórias, Vencedora do Prêmio Jabuti junto com o Mulherio das Letras Indígenas,  Conselheira  do movimento Plurinacional Wayrakuna, Professora de Literaturas Indígenas . Origem indígena do povo  Galibi, marworno, do Amapá.

➳ Instituto Wayrakuna

Coordenadora: Aline Ngrenhtabare Lopes Kayapó

Pertence aos povos Tupinambá de Uruitá, Ayrama do Peru e Mebengokre do Pará. @panhonka, é escritora, ilustradora, ceramista, batedora de açaí, artista plástica, curadora, pesquisadora, co-fundadora do Movimento Plurinacional Wayrakuna, membra do Parlamento Indígena do Brasil, mãe e idealizadora da marca indígena ORIGINÁRIAS.

➳ Rede Hermanas

Coordenadora: Erika Marcela

Nascida da cordilheira dos Andes, suas linhagens indígenas são Zenú e Muisca da Colômbia, muyscubbun é o dialeto dos Músicas que pertence à família linguística Chibcha e Guajiba do povo Zenú. Erika Marcela atualmente é Agente Territorial de Cultura do município de Uruçuca e Ilhéus. Diretora de produção e coordenadora do Festival internacional de Circo Abya Yala, neste ano será realizada a 4 edição. idealizadora e produtora da companhia de danças afro-indigenas Afroliberarte. Idealizadora e produtora da cia.thichielugh Circo. Pertence ao movimento plurinacional de mulheres indígenas Wayrakuna. Pertence à Associação Wyka Kwara. Pertence ao grupo de poetas e escritoras Mulherio das letras indígenas. Erika Marcela é poeta, escritora, artista de circo, palhaça, dançarina, coreógrafa, arte-educadora, ilustradora, artesã e produtora cultural. Seu trabalho está focado em honrar as culturas dos povos ancestrais e parentes indígenas. Nesse jeito de ser e fazer, expressa na dança, na arte e na poesia que repassa a tradição oral e escrita de nossos povos ancestrais tendo uma ideia do conceito poético, literário e social desses povos que são a base de sua trajetória artística. Erika fez um circuito de apresentações em mais de 10 países de Abya Yala (Latinoamérica) durante 14 anos, plantando arte como terapia até o dia de hoje.

 

 

 

Além das redes, o movimento também se estrutura por meio de núcleos de articulação: o Grupo do Coração Wayrakuna, composto pela Direção, Secretaria e Conselheiras Ativas e o núcleo de Conselheiras, que apoia e acompanha decisões estratégicas, que são construídas coletivamente, com base no diálogo, trocas e consensos. 

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